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Gino Vannelli - I just wanna stop

Nascido em Montreal em 16/06/52, Gino Vannelli cresceu em uma família encabeçada por um pai cantor de jazz e uma mãe com ouvido privilegiado. Encantado com bateristas de jazz como Joe Morello, Gene Krupa, Ed Thigpen e Elvin Jones, ainda criança Gino estudou bateria e teoria musical por cinco anos. Por volta dos 12 anos ele formou uma banda de rock, the Cobras, e um ano depois, com seu irmão Joe Vannelli como tecladista, liderou a banda Jacksonville Five, cujo som tinha influências do som dos artistas da Motown (detalhe: isto foi 5 anos antes dos Jackson Five gravarem seu primeiro disco). Mais à frente ele passou a tocar violão e piano e começou a cantar. Por volta dos 14 anos ele se apaixonou pela música clássica, assistindo a concertos da sinfônica de Montreal toda última quinta-feira do mês. “Eu tinha uma base dupla,” Gino reflete. “Eu costumava defender Charlie Watts e Ringo Starr, pensando que eles eram parte de algo novo e empolgante. Então, quando eu escutei Dave Brubeck ao vivo em Newport, meu padrão passou a ser totalmente diferente. Eu também me apaixonei pelos Impressionistas Franceses. Me lembro de quando escutei a sinfônica de Montreal tocando “Daphne and Chloe” e saí dizendo ‘o que foi isso?’, me senti alterado.A verdadeira questão era sobre achar a magia no submundo e no celestial.” Antes de seu aniversário de 17 anos, Vannelli assinou com a gravadora RCA do Canadá, lançando um single sob o pseudônimo de Van Elli, “Gina Bold”, com o lado B “Never Cry Again”. “Contagiado” pela indústria fonográfica , Gino e seu irmão se mudaram para Nova York e mais tarde para Los Angeles, correndo atrás de um contrato por uma gravadora americana. Ao mesmo tempo em que vários executivos de gravadoras estavam extremamente impressionados por suas habilidades como compositor e suas quase três oitavas de extensão vocal, ninguém queria se arriscar em contratar um artista que estava tão claramente fora dos padrões musicais da época. Desencorajados a ponto de desistirem, os irmãos Vannelli estavam preparados para voltar para Montreal para encontrar trabalho fora da música. Em uma já repetida história, Gino decidiu fazer um último esforço desesperado para conseguir algum contrato. Em uma manhã bem cedo, ele rumou para o escritório da gravadora A&M, onde ficou esperando durante 14 horas em frente aos portões por qualquer sinal de um dos donos, Herb Alpert. Quando Alpert apareceu no estacionamento, Gino correu pelos portões, passando por um segurança assustado e implorou para Alpert, que estava levemente apreensivo (achando que Gino era um fã ensandecido), por uma chance de fazer um teste. Seguindo sua intuição, Alpert cedeu a seu pedido e Gino pegou seu violão e tocou algumas das músicas que havia acabado de compor, entre elas “People Gotta Move,” “Crazy Life,” “Mama Coco,” “Powerful People” e “Lady.” Alpert concordou em contratá-lo com uma condição: que ele produzisse o primeiro álbum de Gino. Todas essas cinco músicas acabariam sendo parte dos seis álbuns que Gino gravaria pela A&M entre 1974 e 1978. Cinco dos seis álbuns chegaram às paradas da Billboard, culminando com o álbum Brother to Brother, que atingiu a vigésima posição nas paradas no outono de 1978. Um artista de classe, elegância e paixão, nos álbuns da A&M ele gravou música contemporânea inspirada em R&B e Jazz e desenvolveu uma variedade significante de público. Com suas gravações subindo nas paradas, Gino Vannelli passou a excursionar abrindo shows de Stevie Wonder, foi o primeiro artista branco a aparecer no Soul Train Awards, foi indicado a inúmeros Grammys e logo passaria a fazer seus próprios concertos nas grandes casas de shows das principais capitais dos EUA. Na sua terra-Natal, Canadá, seus talentos foram reconhecidos com um sem-número de prêmios Juno (o Grammy canadense). Com Herb Alpert e Jerry Moss se preparando para vender a gravadora A&M, e um novo executivo na gravadora dizendo que ele deveria seguir os passos de Rod Stewart e lançar um álbum de disco music, em 1980 Gino decidiu assinar com a gravadora Arista. Seu único álbum pela Arista, Nightwalker, o colocou em sexto lugar na parada da Billboard com a canção “Living Inside Myself.” Quando ele resolveu lançar o álbum seguinte mais despojado musicalmente e mais ousado, chamado Twisted Heart, a gravadora , então poderosa, se rescusou a lançá-lo. Pelos três anos seguintes, em uma atitude que remetia a episódios similares nas carreiras de George Michael e Prince, Gino Vannelli e sua gravadora seguiram em uma grande batalha para rescindir seu contrato. Após um hiato de quatro anos, ele finalmente se viu livre de seu contrato com a gravadora Arista, e em 1985 ele lançou o bem-sucedido álbum Black Cars, bem como o single homônimo pela HME. Dois anos depois, ele gravou Big Dreamers Never Sleep pela CBS (atual Sony Music), cujo single, “Wild Horses,” atingiu top dez em vários países. Black Cars e Big Dreamers Never Sleep provaram ser grandes sucessos de vendagem pela Europa e Gino passou a maior parte do final dos anos 80 excursionando por lá. Até hoje, ele continua a ter um grande público europeu, e monta pelo menos uma grande turnê pelo continente a cada ano. No início dos anos 90, Vannelli estava cansado da indústria fonográfica e de Los Angeles e decidiu se mudar com a família (a esposa Patricia e o filho Anton) para o ambiente mais tranqüilo de Portland, no Oregon. Ele construiu seu próprio estúdio, começou seu próprio selo, pelo qual ele lançou o álbum ao vivo Inconsolable Man em 1990, e passou vários anos estudando uma profusão de religiões e filósofos pelo mundo. “Eu decidi me retirar do mainstream,” explica, “e seguir caminhos alternativos.” Assinando com a gravadora Verve, o potencial comercial de seu trabalho deu uma virada radical com os álbuns predominantemente acústicos e jazzísticos Yonder Tree e Slow Love, lançados em 1995 e 1997, respectivamente. Por volta do final da década, sua inspiração o estava levando ainda para bem longe, em direção a um de seus amores mais antigos, a música clássica. Para se preparar, ele fez aulas de canto por aproximadamente dois anos e começou a trabalhar no material que apareceria no álbum Canto, lançado pela BMG canadense em 2003. Com canções gravadas em Inglês, Italiano, Espanhol e Francês, Canto foi calorosamente recebido na Europa e ainda sendo adquirido por seus devotados fãs americanos. Satisfeito com suas incursões no jazz e no clássico, Gino sentiu que era hora de voltar para o pop e em 2005 assinou um novo contrato com a gravadora Universal. These are The Days é o primeiro CD a ser lançado nessa nova fase da carreira continuamente fascinante de Gino Vannelli.

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